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Alunos ficam expostos às drogas

Quero chamar atenção das autoridades uberabenses para o que venho presenciando na praça Estevão Pucci.

Desde o início do ano, venho falando que a venda e o consumo de drogas na praça são totalmente livre. Não há uma viatura da Guarda Municipal ou da Polícia Militar acompanhando a saída dos alunos da Escola Municipal Uberaba. No governo anterior até víamos com certa frequência, agora, nem passam pela rua da escola.

Será que só eu vejo, diariamente, o comércio de drogas por lá?

Hoje, parei o carro às 11h03 da manhã, para esperar meus sobrinhos, de 14 e 6 anos. Pouco depois, cinco garotos chegaram com um cigarro de maconha, dividiram ali mesmo a droga. Outros dois pegaram a substância e saíram.

Enquanto os três garotos ocupavam um dos bancos centrais da praça, na quadra ao lado, ressalto que o cigarro de maconha permanecia aceso e sendo compartilhado, os alunos da escola faziam aula de educação física. A distância do banco onde os moleques estavam até à quadra não chega a 10 metros.

Seria muita imbecilidade da minha parte transferir a responsabilidade da segurança pública para a Secretaria de Educação. Em tempos de roubo em pontos de ônibus, assassinatos nas portas das residências, espancamentos e estupros, eu não teria o direito de achar que alguém da escola irá tentar inibir as ações dos marginais, na praça, às 11h da manhã.

Por outro lado, não vejo com bons olhos, a direção da escola permitir que os alunos fiquem expostos aos marginais durante as aulas de educação física.

As drogas correrem soltas, na praça, não é responsabilidade da escola, mas facilitar a abordagem dos alunos, pelos marginais que estão lá comercializando, é sim.

Peguei o telefone e liguei na secretaria de educação. Enquanto fechava os vidros do carro, com medo de um jovem completamente chapado, que abordou quase todo mundo que passou pela praça.

Até conseguir falar na inspeção, contei a história para cinco pessoas. Logo depois, falei com a Lídia, que pegou os meus dados e ficou de me dar um retorno.

E eu quero o retorno, sim! Perguntei aos meus sobrinhos se eles eram levados para a praça nas aulas de educação física. Soube que as crianças do primário não saem da escola, mas a partir da 5ª série, quando a quadra da escola está ocupada, os professores utilizam a praça.

Ou seja, os alunos que vão à praça têm acima de onze anos e vivem a turbulenta fase de descobertas e curiosidades. São estes alunos que têm passado 50 minutos vendo a mesma cena que estou presenciado diariamente, com algumas diferenças: neles o sentimento não será de revolta e a constatação não será de atitudes erradas. Pior ainda, a maioria dos pais destes alunos, não podem buscá-los no colégio, todos os dias.

Se não há espaço dentro da escola, que levem estes alunos à biblioteca, mas não os entreguem à marginalidade. Meninos e meninas, nestas idades, são presas muito fáceis para o crime.

Se os pais estão se esforçando para darem aos filhos a oportunidade de frequentarem a escola, não cabe à comunidade escolar também se esforçar para tentar manter essa juventude com a cabeça saudável?

E que o município reaja às minhas reclamações e ache uma solução imediata para o problema, antes que ele fique ainda maior.

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1 Comentário

  1. Certíssimo, excelente texto. Este problema é antigo e está na cara de quem quiser ver. Isto quem QUISER VER.

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