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Cabeça – Seleção de todos os tempos

O Tupaciguarense Jucelino Donizete Vieira, conhecido como Donizete Cabeça, parou com o futebol aos 31 anos, atuando no futebol do interior paulista. Desde então, bate um bolão fora dos gramados como empresário.

O ex-meia-direita teve o seu primeiro registro profissional aos 17 anos e fez história defendendo as cores do Uberaba Sport Club.

Depois de uma indicação que o trouxe de Tupaciguara, Cabeça conseguiu ser ídolo da torcida colorada.

Os cinco anos no USC renderam-lhe boas conquistas, como a Taça Minas Gerais de 1980, ao lado de Diron, Paulo Luciano, Wandinho Uberaba e outros nomes campeões naquele ano.

Depois de ser vice-artilheiro do Campeonato Mineiro e comparado a Reinaldo, até então grande estrela do Atlético, Cabeça chegou a receber proposta milionária do Palmeiras, que não se concretizou.

Por falar em artilharia, Cabeça admite que ter sido vice-artilheiro do campeonato estadual foi o momento mais feliz da sua história com o mundo da bola.

O pior momento foi a derrota para o Flamengo, no Maracanã. O ex-jogador confessa ter acreditado que o Uberaba Sport Club conseguiria segurar a vantagem até o fim da partida, quando fechou o primeiro tempo vencendo o Mengão por 2×0. No segundo tempo, o time da casa virou para cima dos mineiros e fechou o jogo em 4×2.

Para ele, o futebol mudou muito. Os jogadores já não têm paixão por nenhum time e, consequentemente, só o que importa a estes atletas são os valores dos seus salários. “Sou apaixonado pelo Uberaba Sport e quando algum jogador, hoje, fala que gosta do USC, eu digo que gosto diferente deles. Aprendi a engatinhar no clube. Minha paixão é diferente”.

Com 49 anos, Donizete Cabeça é solteiro, mora com a mãe, Áurea Vieira, e afirma que o melhor da sua carreira foram as amizades conquistadas. “Quando parei com o futebol, já tinha conseguido abrir o meu negócio. Hoje, preservo os amigos e ainda bato uma bolinha com eles uma vez por semana. Acho que é isso que importa. Deus já fez muito por mim, dando-me mais do que eu merecia”, declara Cabeça.

Quanto ao troféu da Seleção de Todos os Tempos, que ele recebe da Rádio JM e do Jornal da Manhã, Cabeça diz que servirá para matar um pouco a saudade daquela fase e, principalmente, da torcida do Uberaba Sport Club. “Isso me deixa envaidecido, primeiro, porque passei e marquei a história do Uberaba. Mais que isso, a torcida ainda me reconhece nas ruas e relembra a boa fase da minha vida no futebol. Minha passagem pelo colorado pode não ter servido como exemplo para muitos, mas foi tudo para mim. É muito gratificante, como se eu estivesse, de novo, perto da torcida, que sempre foi a minha maior preocupação. Eu tinha um compromisso com ela de fazer o meu melhor. Receber este troféu é como se aquele compromisso ainda existisse”, finaliza Donizete Cabeça.


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3 Comentários

  1. Veja se pode me ajudar. Esse Cabeça é o mesmo que jogou no Rio Branco em 1984. Se for, tem o contato com ele?

    Obrigado pela anteção.
    Claudio Gioria

  2. Enéas Francisco de Souza

    Acho engraçado citarem nomes que não comeram a carne de pescoço na taça minas gerais, Diron sim Paulo Luciano, vandinho participaram muito pouco desta conquista. Falem de um Serginho que foi o artilheiro da equipe com seis gols, eu mesmo marquei quatro. Melhor nem comentar, isso deixa muita gente revoltado. Informe-se melhor de jogadores que participaram mesmo desta conquista. Um abraço.Enéas ex jogador e campeão em 1980.

  3. gervasio guimaraes mesquita

    esse e meu amigo joguei com ele em 1984

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