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Cuide bem do seu cliente

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Em 1998 fiz um curso de excelência no atendimento. As 146 horas de curso, realizados no auge dos meus 15 anos, foram decisivas na forma como trabalhei até hoje.

Um cursinho bom e barato que tem muita gente precisando fazer em Uberaba.

Eu, que nunca me dei ao luxo de trabalhar por hobby e que sempre precisei esperar o salário para pagar as contas e comer, aprendi a sentir prazer enquanto suava a camisa e tem dado certo.

O emprego dos sonhos não existe. Você consome o que ganha e quanto mais elevado o padrão de vida, mais preso ao trabalho ficará.

O que incomoda é que, geralmente, os funcionários que mais precisam do trabalho para ter condições mínimas de sobrevivência, são os que menos se esforçam para mantê-lo ou, quem sabe, melhorar a profissão.

O atendimento ao público é a área mais defasada. De comida a vestuário, tenho a impressão de quem ninguém é bem atendido no comércio uberabense.

Cadê a receptividade com o cliente potencial? O sorriso, o bom humor, a delicadeza, a gentileza?

No setor alimentício chega a ser constrangedor. Vai ver é porque a procura é maior que a oferta, mas e daí?

E os lojistas, pensando na mão de obra barata, parecem contratar, a dedo, o funcionário que mais maltratará o cliente dentro do seu estabelecimento comercial.

Ciclo vicioso.

A Rede Bretas Cencosud, com seis lojas instaladas na terrinha, é a primeira do ranking “venha ser maltratado aqui”. A insatisfação salarial está estampada na carinha dos funcionários. Atendimento lento e de péssima qualidade justificado pelo slogan “preço baixo todo dia”.

O maravilhoso café da manhã do Mc Donald’s ficou no passado, pelo menos para mim. O croissant pré assado tem sido servido gelado e os atendentes, antes das 8h, parecem estar dormindo. Lamentável.

Milk-shake de ovomaltine é um dos poucos produtos que consumo na praça de alimentação do shopping e também tem decepcionado.

Já trabalhei na praça de alimentação e sei que não é fácil, mas além de nunca ter feito cara feia para o cliente, sempre procurei atender com agilidade, afinal, ninguém quer esperar 30 minutos em uma fila, com apenas uma pessoa, por um sorvete.

O atendimento do Bob’s é horroroso. Não é a primeira vez que a gerente plantonista discute assuntos familiares no celular, enquanto a fila aumenta consideravelmente. Ontem, a “moça” ainda aproveitou a clientela para humilhar a funcionária, provavelmente subordinada, mas o que é que tem, não é mesmo? É o Bob’s. Terceira rede de fast food do Brasil, com mais de sessenta anos de mercado…

Voltamos ao início. A procura é maior que a oferta. Então, já que as empresas não serão afetadas, volto às minhas insignificantes reclamações aos funcionários.

Que tal pensar que tem um monte de gente, que poderia lhe oferecer um emprego melhor, sendo atendido por você no seu momento de fúria?

Vale a pena pensar, não apenas no que quer para o seu cliente, mas, no que você quer para você!

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