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Diretoria tropeça nas pernas

Passo em falso. O Nacional perdeu uma excelente oportunidade de provar que saiu do amadorismo. Depois de quase perder 6 pontos, devido à escalação irregular do jogador Thiago Carvalho, demitiu o treinador Luiz Medina. Por quê? Esta é a pergunta que a torcida fez o dia todo.

Antecipando. Quando anunciaram a chegada do Erick Moura ao alvinegro, algumas pessoas me perguntaram o que eu achava e eu só pedi que aguardassem porque começaria a panelinha. Não deu outra. Todo mundo sabe que não aprecio o trabalho do Erick, nada contra ele, porque não o conheço além das observações e conversas que ouvi enquanto estava atuando como repórter de campo. Não gosto da forma com que ele trabalha e menos ainda das armas e artimanhas que ele utiliza para conseguir o que quer. O que eu não esperava é que a diretoria do Nacional, depois de tantas chibatadas no lombo, voltasse a cair em contos do vigário, assim tão depressa. Nem bem começou o campeonato e a diretoria já começou a tropeçar nas próprias pernas, o que é uma lástima e quem perde é o futebol.

Círculo vicioso. O Brasil deixou de ter o melhor futebol do mundo porque os clubes daqui ainda têm boleragem. Na Europa, técnico ainda manda no time, por aqui, criaram cargos para aglomerar a lateral do campo e não resolver quase nada.

Corpo fora. O então gerente de futebol, Erick Moura foi taxativo ao dizer que não tinha a menor responsabilidade em relação ao fato que envolveu o ex-jogador do Mamoré e que deixou a torcida morrendo de medo de perder 6 pontos, que o Nacional ainda nem conquistou. Ora, ora, o que é um gerente de futebol num time do tamanho do Nacional? Não era o Erick treinador do Mamoré ano passado? Não foi o Erick o negociador do empréstimo? Ontem, Luiz Medina respondeu: “erramos, agora é tocar o barco”. Por aí dá para perceber como as coisas funcionam diferente, enquanto um se ube à diretoria e assume o erro, o outro tira o corpo fora, demite quem menos precisava sair do time e bate no peito pra dizer: a culpa não foi minha.

Medina. Nem vou chegar ao ridículo de comparar Luiz Medina e Erick Moura, acho uma falta de respeito ao trabalho e à longa estrada que o Luiz percorreu até chegar ao comando técnico do Nacional, portanto, só tenho a dizer que a torcida do Nacional não gostou da substituição. Ponto final. Como pedir apoio agora, se as vozes não estão sendo ouvidas, Sr. Sallen?

Sujo. Na saída de Medina a frase de um dirigente resumiu o que aconteceu lá dentro: “você não sabe como aquele Erick é sujo”. Para quem sabe ler, meia palavra basta.

Cesta básica. A denúncia na Federação Mineira de Futebol foi defendida pelo advogado Marcelo Palis. Mais que acostumado a fazer esse tipo de trabalho, Palis conseguiu reverter a situação. O Nacional pagará 4 cestas básicas como punição pela escalação irregular. Ficou barato perto do tamanho da confusão e do transtorno.

Melhor que na estreia. Não estive em Ituiutaba, mas pelo que ouvi da transmissão, achei que o Nacional esteve melhor em campo do no jogo de estreia, quando venceu o Portal no Uberabão. A derrota para a Ituiutabana foi absolutamente normal, não entendi o reboliço.

Guma. Ainda estou esperando ver o Guma em campo. O jogador ainda não mostrou nada  e anda fazendo falta na área. Vai Guma, joga!!!

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