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PERFIL

Sou uberabense, nasci no dia quatro (ou seria 17?) de janeiro de 1983 e a história do meu nascimento daria um livro de comédia. Postarei mais informações algum dia.

Foi nos papeis que embrulhavam os pães, lá em casa, e com as canetas velhas que a minha irmã não usava mais que descobri que gostava de escrever.

Aos oitos anos, fiz o meu primeiro, de muitos, livros não publicados. A minha versão de “O menino de asas”, ganhou o incentivo da minha mãe, que me comprou um caderno brochura pequeno para “passar a história a limpo”. O livro fez o maior sucesso, principalmente na escola, depois que a professora perdeu um horário de aula para ler a obra para a classe.

Em meio a poesias e contos, cheguei à adolescência colocando no papel os meus sentimentos. A vida familiar era turbulenta e escrever era o escape. Outras pessoas usariam longas sessões de terapia para não enlouquecerem. Eu preferi ser a minha terapeuta. Me dei bem até certo ponto…

O segundo livro foi um golpe de mestre. Trabalhava em um restaurante como garçonete até às 23h. Eu tinha 15 anos e precisava terminar o colegial. O incentivo era pequeno, de todos os lados, e a vontade de não ir à escola pesava tanto quanto o meu cansaço.

No final do primeiro semestre, “descobri” que a minha nota em Literatura era a pior possível. Já disse que gosto mais de escrever que ler?

Mas o cansaço, a escola e a turbulenta adolescência não me impediram de continuar escrevendo. E no auge do meu primeiro amor escrevi “Amor eterno”. De novo, passei a limpo, no caderno que comprei com as gorjetas do meu trabalho, e apresentei à professora Iraídes.

Ponto! Aliás, muitos pontos! Ela simplesmente me deu os 25 pontos do bimestre. Nunca soube se ela percebeu a minha malandragem, se gostou do que leu (sim! Ela leu e corrigiu todos os erros gramaticais) ou se apenas evitou ter que adiar suas férias para aplicar trabalhos de recuperação à uma única aluna, neste caso, eu.

O fato é que nunca mais precisei apresentar livros aos professores. O sonho de me tornar advogada ficou para trás, menos a vontade de escrever.

Comecei outras histórias. Quando enfim pude ter acesso à internet, descobri os blogs e fiz o meu. Com um título em francês, traduzido do Google, escrevia poemas doloridos e crônicas sobre a política nacional.

 Escrevia para todos os sites de escritores amadores, ou não. Recanto das Letras, Garganta da Serpente e a faculdade era adiada, ano após ano, pelas mesmas razões que fui abrindo mão de realizar outros sonhos.

Durante alguns anos, me dediquei ao trabalho. Aquele que me dava retorno financeiro para manter a vida em ordem.

E foi no auge dos meus 18 anos que perdi o sono de vez. Trabalhava das 8h às 22h, mas precisava escrever durante a madrugada. Fui feliz alguns anos lendo os meus textos para os poucos amigos que gostavam (leia-se Daiane e André) e passei a acreditar que o que eu escrevia pudesse ser bom.

Uma das minhas crônicas políticas apartidárias, “Banheiro Público”, foi publicada no 4º volume do livro Antologia Novos Talentos da Crônica Brasileira, em 2006.

No mesmo ano, vi o meu poema “Construção do Mundo” publicado na 30ª edição do Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos.

Parecia demais para mim. E foi. Voltei os pés ao chão.

Depois de um empreendimento falido. Consegui emprego no Jornal da Manhã como diagramadora de anúncios classificados.

Jurei para mim que ficaria nesta função o resto da vida, sem exagerar nos sonhos. Não foi bem o que aconteceu. Em meio à queda da obrigatoriedade do diploma de Jornalista, consegui segurar um microfone de rádio.

O grupo JM ganhava mais um veículo: a Rádio JM. E eu caia de paraquedas no estádio Uberabão no dia nove de agosto de 2009, como repórter.

No começo eu não sabia, ao certo, o que eu teria que fazer. A orientação era para entrevistar torcedores nas arquibancadas para apresentar a emissora, frequência AM, que acabava de surgir em pleno século XXI, para ser concorrente de outras rádios com mais de 40 anos de história.

Descobri que odeio a minha voz e vi surgir uma nova paixão: o rádio AM.

Depois de parar no estúdio do JM Esportes, comecei escrever matérias para o Jornal da Manhã. Criei o especial “Estrelas Apagadas” para contar a história de sete jogadores de futebol de Uberaba que, depois de passar por equipes profissionais, amargavam o esquecimento.

A primeira edição de “Os 10 mais do esporte” foi um desafio. Durante um mês, entrevistei atletas de todas as modalidades esportivas que foram homenageadas no evento promovido pelo Grupo JM de Comunicação. Conheci histórias e mais histórias e descobri que estava no lugar certo.

Me tornei apresentadora do JM Esportes e ganhei bons inimigos com o meu instinto justiceiro. Essa parte não agradou a diretoria da rádio e, como em outras vezes, preferi abrir mão daquele mundo e voltar à realidade.

Em 2011, comecei a escrever para o Jornal REPLAY. Um site esportivo de Uberaba com 100% de cobertura para o futebol amador.

Em parceria com o editor do site, criamos e engavetamos o projeto do jornal “Folha de Uberaba”. Chegamos a acreditar que pudesse dar certo, mas fomos vencidos pelo mercado desleal.

O sonho de voltar ao rádio foi ficando para trás, depois de algumas tentativas frustradas e prometi que não iria me aventurar em mais nada ligado ao jornalismo sem passar pela faculdade.

E outros sonhos também foram abortados, um tanto por conta da minha fraqueza e outro tanto por conta das dificuldades impostas pela vida, mas e daí? Estamos no mundo para construir histórias e quem sabe escreve-las numa tela digital.