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Que o gigante não adormeça

Não é só por R$ 0,20!

O protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo de São Paulo ganhou as ruas do país, do mundo e está incomodando a política nacional.

Agora, não é só o transporte coletivo que está acima do que o cidadão pode pagar. Os velhos e insolucionáveis problemas na saúde e a corrupção brasileira terão que ser debatidos.

A presidente, Dilma Roussef, mostrou que perdeu o controle. Acionou o ex-presidente marqueteiro, Luiz Inácio da Silva, para administrar as ações do governo.

O que fazer? Perguntou Dilma ao ex-presidente, ontem em São Paulo.

Ele não pode fazer muita coisa. Irá se reunir com algumas lideranças sindicais, prometerá mudanças no governo, aliás, Dilma já introduziu essa palavra ao seu discurso.

Mas os protestos se intensificaram. O povo está nas ruas e quer resolver tudo o que ficou entalado na garganta nos últimos anos.

Por que não poderíamos? O mundo inteiro protestava, enquanto nós fazíamos churrasco ao som de samba e partidas de futebol.

A minha preocupação é com a perda do controle. A voz do povo é valiosíssima e algumas cidades já reduziram a tarifa do ônibus. Isso significa que a luta está sendo válida, mas volto a dizer que o movimento precisa se organizar.

Depredar o patrimônio público, saquear lojas, incendiar veículos e amedrontar pessoas não é a arma que deve ser usada neste momento.

Palmas! O povo acordou, mas precisa mostrar que não é mais o eleitor ignorante que se vende por R$ 70,00 do bolsa qualquer coisa.

O governo e a oposição precisam entender que o movimento é apartidário e que irá continuar em defesa dos nossos direitos, bem descritos na Constituição Federal, independentemente de quem estiver no governo.

Esse despertar do brasileiro não pode ser momentâneo, deve ser para sempre. Precisamos garantir um presente digno e um futuro melhor para o nosso povo.

Que o gigante acordou a gente viu, o importante é não deixar que ele volte adormecer.

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